Não somos, ainda que sendo, querido Hamlet.
Desfomos assim que nos demos conta de que éramos... e o que nos resta depois disso?
Morrer; dormir; só isso. Lembra?
Infelizmente continuamos hesitando o sono com o mesmo medo de que, o que ardentemente desejamos que sejam sonhos, sejam igualmente pesadelos.
Mas, continuemos covardes...
Pra que ir de encontro aos males desconhecidos agora, se o tempo,
mais mazelas menos mazelas, trará, sem falha, nosso punhal do repouso?
Ainda o que nos resta é silêncio... um paciente silêncio.