Que dádiva não ser o matador!
Que de tantos corpos a vida tirou
e pra sempre consigo, mortes carregou.
Quem se foi, esbanjava no peito
causa pra lutar, poesia pra recitar
cheio de um sentido que não era continência
cheio de uma vida... pro matador a tirar...
E em tudo que era vida o matador atirou
até que a vida cansou e do seu corpo se esvaiu
Mas o fato era ainda mais doído,
ele já nasceu um morto-vivo-desalmado-sem amor.
O fim foi o mesmo, mas o trajeto diferente
Então, definitivamente, morro contente
só pela graça de não ser o matador.
